terça-feira, 22 de junho de 2010
Realidade morta
terça-feira, 15 de junho de 2010
é dificil acreditar que nos deixamos levar dessa forma. Permitimos que os momentos de prazer fossem mais fortes que os de responsabilidade um com o outro.
Nos mantivemos juntos, sabendo que nao ia dar certo, nem para mim, e nem para voce. E mais que isso, nos mantivemos até que o gozo de estarmos juntos, nao fosse mais gostoso.
Já não demonstro mais o que sinto, como costumava fazer. Por mais que quisessemos manter uma relação como a de antes, para nao perdermos a amizade que foi criada no momento em que ficamos, é impossivel manter-me ao seu lado, intacta, sem sentir meu corpo se reduzindo a pó.
Não consigo te olhar, e não lembrar dos carinhos, do desejo, e do amor que faziamos. Até mesmo quando nao te olho, o tenho nitido em meu pensamento.
Sou muito forte, já que você nem ninguém percebe o quanto estou sofrendo por nao te ter mais comigo. Sou muito tola , por nao me afastar de você, até que todos esses sentimentos acabem. Porque um dia eles vao acabar, só nao sabemos quando.
Um dia, dois meses, três anos. Tudo é possivel nessa vida.
Até mesmo eu te esperar, até o dia da morte, na crença de ter sido feita para voce.
Como posso também te reencontrar daquia alguns anos, e descobrir que é com voce que vou viver o resto da minha vida. Mesmo apos todo o sofrimento que me causou, que tem me causado hoje.
Quem dirá o que pode acontecer conosco?
Só tenho esperanças de permanecer ao seu lado, de um modo ou de outro. Porque você para mim, é de uma importancia incalculavel.
Pois para voce, eu vou sempre voltar, feito uma viciada.
domingo, 6 de junho de 2010
O tempo se passa, e a cor da vida vai se desbotando. Muito rapidamente, embora minha pele permaneça sem rugas, meu peito ainda esteja de pé, e a vivacidade dos meus olhos seja inconfundivel.
Vou vivendo cada sensação intensamente, sem permitir um momento de respiração profunda, calma e lenta. A voracidade que vivo cada dia, como se fosse o ultimo é perigosa...
É como se um turbilhão de sentimentos viesse a minha mente, num espaço de tempo muito curto. E nessas horas, eu saio de mim, falo sem parar, tudo aquilo que me sufoca, sem pensar as consequências. E depois de algumas horas, retomo minha sanidade, e percebo que os acontecimentos foram mais rápidos do que eu fui capaz de digerir, e então sinto que minha vida vai passando, sem que eu consiga senti-la realmente.
Posso falar, sentir, pensar nisso, mas é como se fosse do meu instinto. Sair devorando cada momento, pelo simples medo de passar tudo em branco. Não quero morrer sem ter vivido. Não quero viver sem morrer. Não quero viver sem viver. Mas a ansiedade e o medo dominam meu corpo e se torna inevitável ser intensa.
É como se eu fosse uma louca no meio de normais. Que aje por puro instinto sentimental. Sem nunca pensar de forma racional.
Porque na verdade, nao parece interessante viver no racional. Porque a vida é um porre. É dificil, complexa. E viver da logica é como se escondesse a complexidade da existencia. Deixando tudo sem graça.
Mas ser sentimental, torna tudo mais tragico, então, até que ponto nao ser racional, é saudavel?