O tempo se passa, e a cor da vida vai se desbotando. Muito rapidamente, embora minha pele permaneça sem rugas, meu peito ainda esteja de pé, e a vivacidade dos meus olhos seja inconfundivel.
Vou vivendo cada sensação intensamente, sem permitir um momento de respiração profunda, calma e lenta. A voracidade que vivo cada dia, como se fosse o ultimo é perigosa...
É como se um turbilhão de sentimentos viesse a minha mente, num espaço de tempo muito curto. E nessas horas, eu saio de mim, falo sem parar, tudo aquilo que me sufoca, sem pensar as consequências. E depois de algumas horas, retomo minha sanidade, e percebo que os acontecimentos foram mais rápidos do que eu fui capaz de digerir, e então sinto que minha vida vai passando, sem que eu consiga senti-la realmente.
Posso falar, sentir, pensar nisso, mas é como se fosse do meu instinto. Sair devorando cada momento, pelo simples medo de passar tudo em branco. Não quero morrer sem ter vivido. Não quero viver sem morrer. Não quero viver sem viver. Mas a ansiedade e o medo dominam meu corpo e se torna inevitável ser intensa.
É como se eu fosse uma louca no meio de normais. Que aje por puro instinto sentimental. Sem nunca pensar de forma racional.
Porque na verdade, nao parece interessante viver no racional. Porque a vida é um porre. É dificil, complexa. E viver da logica é como se escondesse a complexidade da existencia. Deixando tudo sem graça.
Mas ser sentimental, torna tudo mais tragico, então, até que ponto nao ser racional, é saudavel?
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